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Dr. Paulo Rodrigues

Patologias

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Incontinência Urinária e Obesidade nas Mulheres

por Dr Paulo Rodrigues

A obesidade tem sido envolvida como elemento predisponente para incontinência urinária.

Acredita-se que o fato da pessoa ser obesa; promove tal aumento na quantidade de gordura no interior do abdômen, que nossos movimentos musculares diários, tais como andar, respirar, tossir, etc; aumentam a transmissão de pressão dentro do abdômen para a musculatura do assoalho pélvico.

Neste pormenor, observa-se que quanto maior o índice de massa corpórea – IMC; maior será a chance de haver perdas urinárias nas mulheres.

Se a sobrevida global das pessoas está aumentando, causando um maior envelhecimento das populações, também é certo que a obesidade tem aumentado dramaticamente.

Nos Estados Unidos, o aumento alarmante de pessoas obesas nas últimas 2 décadas saltou de 13.4% em 1960 para 30.5% em 2000  citação.

Estima-se que sejam realizadas cerca de 140.000 cirurgias bariátricas/ano nos Estados Unidos.

Tratamentos cirúrgicos com cirurgia bariátrica para redução do peso promovem redução expressiva da quantidade de gordura intra-abdominal, que alivia as pressões intra-abdominais; diminuindo por consequência os episódios de perdas urinárias.

Num estudo com 100 mulheres obesas que realizaram a cirurgia bariátrica, as perdas urinárias eram queixa regular em 32% das mulheres, mas 1 ano após a cirurgia; somente 20% continuou referindo perdas urinárias citação.

Similarmente, outro estudo comparou o impacto da melhora das perdas urinárias em 2 grupos de mulheres, que se submeteram ao regime de mudança de estilo de vida, com aquelas que não sofreram intervenção (controle). Observou-se que houve pequena/moderada diminuição na quantidade de urina perdida no grupo que mudou seu estilo de vida, comendo de maneira mais saudável e praticando exercícios com regularidade, que promoveu perda de peso. Entretanto, ainda que cerca de 27% das mulheres tenha apresentado melhora, pouquíssimas mulheres ficaram totalmente secas citação.

Infelizmente, entretanto, embora perda de peso correspondente a somente 10% do peso inicial possa promover melhora apreciável na frequência das perdas urinárias, muitas destas mulheres voltam a apresentar ganho de peso, após aderirem a m programa de emagrecimento, e somente 37% ainda mantêm a perda de peso conquistada, após 1 ano da mudança de hábitos alimentares e estilo de vida citação.