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Dr. Paulo Rodrigues

Patologias

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Sling Masculino
Tratamento da Incontinência Urinária após Prostatectomia Radical

por Dr Paulo Rodrigues

Incontinência urinária após prostatectomia radical constitui-se numa sequela devastadora para a vida pessoal e social de alguns pacientes.

Com um número cada vez maior de pacientes tratados para o câncer de próstata, espera-se que um número maior de pacientes com incontinência terão esta experiência estimando-se entre 1 a 40% o número de casos com sequelas. Num expectro contínuo, nem todos os pacientes experimentarão o mesmo grau de perdas urinárias.

Diferentes graus de lesão da musculatura do esfíncter uretral podem ocorrer, ocasionando diferentes graus de perdas urinárias.

Entretanto, em alguns muitos casos, as perdas urinárias; sejam em pouca quantidade, ou em grande quantidade; causarão uma deterioração na qualidade de vida do paciente, que o levará ao recolhimento social e sexual, isolando-o de suas atividades e felicidades pessoais.

Frequentemente medido na forma de fraldas ou protetores higiênicos utilizados, a quantidade de urina que escapa involuntariamente, pode ser objetivamente medida, com balanças de peso.

Embora muitos pacientes experimentem perdas urinárias após prostatectomias radicais, a maioria é transitória. Entretanto, sabe-se pelas avaliações de documentos médicos que cerca de 6 a 9% dos casos farão cirurgia para trata a incontinência urinária.

Embora, difícil de ser medido, reconhece-se que dentre outras variáveis, a experiência do cirurgião, o tamanho da próstata e a extensão do tumor ressecado contribuem de maneira decisivas para a preservação da anatomia uretral e podem comprometer a continência urinária.

Até há cerca de 10 anos, somente o esfíncter artificial era tido como opção definitiva para o tratamento da incontinência urinária, mas uma nova opção não-hidraúlica vem se apresentando com resultados promissores.

O sling masculino, diferentemente do esfíncter artificial que faz compressão circular na uretra, comprime a uretra ventralmente, causando coaptação uretral de maneira efetiva.

Por não haver implante de nenhum prótese extensiva, o risco de colonização (infecção) no material implantado é baixo (2,1%).

Com também excelentes índices de cura ou melhora da incontinência, o sling masculino não sofre apresenta falha mecânica dos componentes do esfíncter artificial, e permite micção fisiológica, ao contrário do esfíncter artificial que depende da descompressão da uretra por ativação do mecanismo valvar.

No total, cerca de 65% dos pacientes relataram cura total (nenhum protetor higiênico necessário) e 15% relataram "grande melhora" citação Em outro estudo, os resultados foram ainda mais favoráveis, com 75% de cura e 25% de melhora, num acompanhamento clínico de 18 meses citação

Desta maneira, acresceu-se ao armenatário para o tratamento da incontinência urinária pós-prostatectomia radical, o sling masculino, observando-se ainda que pacientes, com níveis médios ou moderados de incontinência, parecem ser os que mais se beneficiam do procedimento, enquanto que para aqueles casos mais severos, o uso de esfíncter artificial ainda parece ser uma alternativa mais adequada citação