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Dr. Paulo Rodrigues

Patologias

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Tratamento não-cirúrgico do Câncer da Próstata
(Acompanhamento não-cirúrgico do Câncer da Próstata)

por Dr Paulo Rodrigues

Recentes evidências cientificas começam a aparecer e dar base de que alguns câncer de próstata poderiam ser apenas acompanhados, uma vez que não representariam um risco à saúde. Tratariam-se de lesões com indolentes, cm baixo potencial de ameaçar a vida do indivíduo.

Nestas circunstâncias, um acompanhamento regular com exames de sangue e de biópsia da próstata, poderiam oferecer um guia sobre as possíveis modificações que ocorreriam no tumor, se elas realmente ocorressem.

Reconhece-se que a frequência do câncer de próstata aumenta com a idade, mas nem todos os tumores serão os responsáveis pelo óbito do paciente, como é o caso de tumores que crescem numa velocidade muito baixa, e que portanto tem uma progressão inferior à expectativa de vida do homem.

Num estudo clássico com 500 casos de próstata de homens falecidos por acidentes, encontrou-se uma ocorrência progressiva de pontos de cânceres na próstata, demonstrando que embora alguns tumores já existam muito precocemente, eles podem evoluir muito lentamente (Eur Urol 30:138-44, 1996).

Ocorrência de Cânceres de Próstata de acordo a Idade

Com o advento do exame de PSA, alguns tumores, poderiam estarem sendo detectados mais precocemente que o necessário, levando alguns pacientes e serem tratados.

Entretanto, esta situação não se aplica a qualquer tumor diagnosticado na próstata. Uma seleção criteriosa e cuidadosa precisa ser vista por um especialista, pois apenas tumores bem-diferenciado e de baixa agressividade biológica, estariam entre os candidatos à acompanhamento urológico.

Ademais, há que haver uma compreensão exata pelo paciente dos risco de uma espera, e de que será necessária avaliações periódicas - pelo menos semestrais; para aqueles pacientes motivados.

Ademais, repetição das biópsias da próstata,que continuam sendo o único meio adequado de avaliação da glândula, deverão ser realizadas anualmente, até que um panorama mais claro sobre a extensão da doença e seu comportamento se mostrem.

Mais importante, deve-se ressaltar que cerca de 30 a 40% dos casos inicialmente tidos como de baixa agressividade biológica, constituem na verdade, em erros de apuração pelo exame de biópsia, ou mesmo incongruências na leitura do tipo histológico, transformando-se em casos de tratamento cirúrgico consensual entre os especialistas.

Dentre os critérios usados consensualmente entre os especialistas, recomendam-se:

• Gleason < 6 • Número de fragmentos < 3 (em template de 12 fragmentos) • Extensao de comprometimento de fragmento < 50% • Densidade de PSA < 0.15 • Tempo de duplicação do PSA > 3 anos