Foto DR. PAULO Rodrigues

DR.

PAULO
RODRIGUES

Foto DR. PAULO Rodrigues

DR.

PAULO
RODRIGUES

Doutor em urologia pela faculdade de medicina da USP.

Patologias

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Rejuvenescimento Vaginal
Rejuvenescimento Vaginal - Cirurgia Plástica Vaginal – Ninfoplastia - Labioplastia - Cirurgia Íntima – Plástica Genital – Redução dos Lábios Vaginais

por Dr Paulo Rodrigues

 


Cada vez mais mulheres procuram uma melhor qualidade de vida e satisfação pessoal, em todas as dimensões, incluindo a estética da região íntima feminina.

Como não poderia deixar de ser, o aspecto cosmético da genitália é bastante importante- continue a ler nos tópicos abaixo; e mais mulheres se preocupam com esse aspecto atualmente. Problemas nesta área podem ser a origem de insatisfação, insegurança ou mesmo impedir relacionamentos e o desenvolvimento de uma vida sexual saudável, satisfatória e feliz.

Aliado a isto, a informação digital crescente, com ampla exposição da nudez feminina – algumas vezes ultrapassando o limite do sensual, tem modificado consistentemente, o ideário feminino e seus padrões de estética e normalidade.

O reconhecimento destes fatores ajuda a entender o maior interesse e o aumento da demanda por cirurgias para corrigir imperfeições dos lábios vaginais.

Nos últimos anos observou-se um aumento de 5X no número de cirurgias para correção das deformidades, imperfeições ou flacidez da genitália feminina (Hogenboom M. The rise in women seeking a perfect vagina. WWW.BBC.co.uk/news/health-18947106).

A pelve humana é bastante complexa, e em especial a feminina; demanda a compreensão médica-profissional dos músculos, ligamentos e fáscias de suporte da pele, que sustentam os órgãos e os músculos pélvicos, pois é a frouxidão dos tecidos que dá forma à genitália feminina, determinando suas modificações funcionais e de aparência.

 

Tipos de Genitálias Femininas

Embora seja muito complexo classificar as genitálias, não há dúvida de que existem vários tipos.

Afirmar que, um tipo é mais apropriado que outro, é menos apropriado ainda; pois os padrões de normalidade e beleza são muito dinâmicos e fortemente permeados pela cultura.

Entretanto, para finalidade médica de classificação, assim como para atender a expectativa das pacientes que procuram uma solução para o problema estético, classificar as aparências das genitálias é muito útil.

 


 

Fundamentalmente, há 6 variações básicas que incomodam as mulheres:

  • Os pequenos lábios são assimétricos;
  • Os pequenos lábios se dobram para fora dos grandes lábios, criando-se a impressão de que são excessivos, e de que a vulva está “desabrochada”;
  • Os grandes lábios são volumosos demais, e cobrem de maneira excessiva os pequenos lábios;
  • Os grandes lábios são volumosos demais, e ainda que cubram os pequenos lábios, a separação dos grandes lábios é excessiva, criando a experiência de que a fenda da vulva estaria aberta;
  • Os grandes lábios não têm tamanho suficiente para cobrir os pequenos lábios, expondo, em toda a extensão da fenda da vulva; parte dos pequenos lábios, que ficam irregularmente dobrados sobre si mesmos; e
  • Os grandes lábios não têm tamanho suficiente para cobrir a região do clitóris e início dos pequenos lábios, dando a sensação de que há uma pele excessiva na parte superior da vulva, que apresenta uma fenda aberta junto ao púbis.

A busca do padrão de “Barbie” da aparência da vulva, na qual os pequenos lábios são invisíveis, é o padrão mais procurado e desejado pelas mulheres que procuram correções cirúrgicas.

 


 

A Genitália Feminina e a Sexualidade

A sexualidade feminina apresenta uma correspondência orgânica com sua percepção corporal.

Desde muito cedo, a construção social da imagem corporal relaciona-se com a aparência da pessoa, que é bastante reforçado em cada sociedade.

Enquanto no mundo masculino, a genitália representa força e capacidade de domínio, no mundo feminino, a representação da sexualidade é construída no ideário de aceitação e desejo.

Este objeto do desejo está firmemente relacionado ao visual; e, portanto, à aparência externa.

A construção da imagem corporal, quando perturbada, afeta o comportamento social e a auto-estima, ambos com grande reflexo nas atitudes e comportamentos sexuais íntimos das mulheres.

Não é incomum que mulheres se “escondam” ou evitem a exposição da genitália, mesmo em relações sexuais, cuja intimidade entre os parceiros já foi estabelecida (Sanchez DT, Kiefer AK. Body concerns in and out of the bedroom: Implications for sexual pleasure and problems. Archives of Sexual Behavior. 3:808, 2007).

Este tipo de comportamento, frequentemente, está associado à vergonha e à insatisfação com seu corpo; e pode comprometer a qualidade e a satisfação sexual (Wiederman MW, Hurst SR. Body size, physical attractiveness, and body image among young adult women: Relationships to sexual experience and self-esteem. The Journal of Sex Research 35:272, 1998).

Enquanto algumas pesquisas sobre identificação corporal revelam que o grau de auto-confiança e auto-identificação relacionam-se com a satisfação sexual, outros estudos não estabeleceram esta correspondência, mas se admite claramente que, se a mulher não convive com harmonia com seu corpo, o grau de insegurança e insatisfação aumentam, estendendo-se a esfera sexual.

Esta inconsistência de resultados não é bem compreendida, mas pode ser um reflexo de como a pergunta das pesquisas médicas sobre identificação corporal é feita, pois na maioria das pesquisas, a satisfação das mulheres com seus corpos é feita de maneira integrada, sem particularizar aspectos específicos. Reconhece-se, no entanto, que muitas mulheres; senão todas, concebem seus corpos em perspectivas individualizadas, onde cada parte do corpo pode ser enxergada como mais, ou menos, desejável, separadamente das outras partes (Fredrickson BL, Roberts TA. Objectification theory: Toward understanding women’s lived experiences and mental health risks. Psychology of Women Quarterly 21:173, 1997). Desta maneira, as mulheres podem se sentir inseguras ou insatisfeitas com diferentes partes de seus corpos, sendo a vagina em alguns casos, o ponto central da insatisfação e da insegurança, sem que outras partes causem a mesma insatisfação.

 

Auto-percepção de Beleza da Genitália Feminina – Como as Mulheres percebem suas Genitálias

Varios estudo médicos apontam que muitas mulheres tem percepcoes ruins sobre suas genitalias (Fahs, Genital Panics: Constrtructin the vagina in women’s qualitative narrativas about pubic hair, menstrual sex and vaginal self-image. Body Image 11(3): 210, 2014). Utilizando escalas e questionários médicos para avaliação da percepção de suas genitálias, descobrimos que o nível de satisfação com a aparência de suas vulvas é apenas moderadamente positivo, reconhecendo-se que um número muito grande de mulheres estão insatisfeitas com a aparências de suas genitálias (DeMaria AL et cols. The female genital self-image scale (FGSIS): Validation among a sample of female college students. Journal of Sexual Medicine, 9, 708, 2012).

Esta percepção de insatisfação pode ser o centro de problemas na esfera sexual, levando a relações sexuais menos frequentes e retração psicológica, com perda consciente ou inconsciente da auto-estima.

Em virtude deste efeito, outros estudos mostraram que o nível de prazer sexual pode estar diminuído, e a ansiedade, que antecede a experiência sexual, aumentada (ÅÅlgars M et cols. Sexual body image and its correlates: A population-based study of Finnish women and men. International Journal of Sexual Health, 23, 26, 2011).

Num amplo estudo que procurou entender quais as dimensões subjetivas que as mulheres tinham de suas genitálias, Herbenick percebeu que em geral as mulheres identificam sua genitália globalmente, através da soma das percepções provindas da aparência, cheiro ou gosto, função e sentimentos de orgulho ou vergonha da vulva (Herbenick D, Reece, M. Development and validation of the female genital  self-image scale. Journal of Sexual Medicine, 7, 1822, 2010).

Como a auto-imagem geral de uma pessoa é concebida a partir de várias dimensões – tal como desempenho na profissão, sociabilidade e etc;, uma mulher pode avaliar-se a si mesmo, como tendo boa auto-estima, embora sua sexualidade possa estar mal avaliada, decorrente das percepções ruins sobre sua vulva, listadas acima.

 

  

Neste contexto, parte das percepções descritas vêm do contexto social no qual a mulher está inserida.

Notavelmente, a amplitude de sentimentos que as mulheres têm a respeito de suas genitálias varia enormemente, com algumas insatisfeitas enquanto outras estão muito satisfeitas. Mas chama a atenção que algumas declaram estar claramente muito insatisfeitas (Morrison TG et cols. Correlates of genital perceptions among Canadian post-secondary students. Electronic Journal of Human 89, Sexuality, 8, 2005).

Os estudos sobre o tema revelam ainda que, a insatisfação observada nas mulheres, não se referem a um aspecto em particular, mas a percepção global que têm sobre suas genitálias. Desta maneira parece inapropriado que se faça uma pergunta genérica, tal como; você está satisfeita com a aparência e funcionalidade da sua genitália?; pois ela pode não identificar particularidades que incomodam a mulher.

Poucos autores debruçaram-se sobre o tema.

Herbenick criou um questionário simplificado (Female Genital Sel-Image Scale) com 7 perguntas, para acessar a escala de satisfação global das mulheres com sua genitália.

 

Escala de Auto-Percepção da Genitália Feminina

1. Você se sente confortável com sua genitália?
2. Você se sente confiante com a aparência de sua genitália?
3. Você se sente confortável com seu parceiro olhando para sua genitália?
4. Você acha que sua genitália cheira bem?
5. Você acha que sua genitália funciona de maneira adequada?
6.  Você tem vergonha da sua genitalia?
7.  Você se sente envergonhada quado um profissional de saude te examina ou colhe material para exame? tem vergonha da sua genitália?

Quando se realizou a pesquisa com 209 mulheres observou-se um nível de insatisfação inesperadamente alto.

 

Ocorrência de Insatisfação entre 209 mulheres adultas

Insatisfeita com Aparência global 20%
Insatisfeita com o cheiro ou gosto 16%
Insatisfeita com a função 11%
Insatisfeita com 1 ou mais itens 29%

 


Muitas mulheres relataram descontentamento com aspectos particulares de suas genitálias, muitas delas passíveis de serem corrigidas; e que não foram identificados através de questionários com perguntas gerais.

Quando as perguntas tinham cunho geral, 25% das mulheres diziam-se insatisfeitas com algum dos itens pesquisados.

Mas o nível de descontentamento com particularidades da genitália mostrou-se ainda mais alto, quando foram feitas perguntas mais específicas.

Numa pesquisa com 496 mulheres adultas, uma amplitude maior de descontentamentos foi referida pelas pacientes oriunda de detalhes específicos não capturados por perguntas gerais (estética, tipo de pêlos, cheiro, gosto, lubrificação, tipo de secreção, dor, simetria labial, temperatura da genitália, capacidade de orgasmo, percepção do parceiro, etc). Estes descontentamentos e imperfeições podiam ser a raiz da insatisfação (Mullinax M et cols. In their own words: A qualitative content analysis of women’s and men’s preferences for women’s genitals. Sex Education, 15, 421, 2015).

Posteriormente, Fudge, num estudo definitivo, esclareceu que cerca de 18% das mulheres, estão descontentes com a aparência geral de suas genitálias, mas que se perguntadas sobre aspectos particulares, 80% relatam descontentamento com pelo menos um aspecto da aparência ou funcionalidade das suas genitálias (Fudge MC. Women’s genitals self-perceptions: The good, the bad and discordant, 2017).

As razões pelas quais um aspecto específico da genitália, poderia incomodar mais que a percepção geral, não são claras; mas é evidente pelas pesquisas, que o impacto na auto-estima e qualidade de vida existe; e muitas vezes pode ser facilmente corrigido.

 

 

Ocorrência de Insatisfação Específica entre 209 mulheres adultas

Insatisfeita com a  Quantidade de Secreção Vaginal diária 35%
Insatisfeita com a Quantidade de Pêlos 34%
Insatisfeita com a Secreção diária da Genitália (não infecciosa) 32%
Insatisfeita com a Distribuição dos Pêlos 31%
Insatisfeita com a Frequência de Corrimentos Vaginais 31%
Insatisfeita com a Textura dos Pêlos 28%
Insatisfeita com o Desconforto ou Dor em Atividades Sexuais 27%
Insatisfeita com o Cheiro da Genitália 18%
Insatisfeita com a Lubrificação Vaginal no Ato Sexual 14%
Insatisfeita com o Tamanho dos Grandes Lábios 12%
Insatisfeita com o aperto da Vagina 12%
Insatisfeita com o Desconforto ou Dor em atividades não sexuais 12%
Insatisfeita com a Cor dos Grandes Lábios 11%
Insatisfeita com o Tamanho dos Pequenos Lábios 11%
Insatisfeita com a Cor dos Pequenos Lábios 10%
Insatisfeita com o Tamanho do Clítoris 9%
Insatisfeita com a Assimetria dos Pequenos Lábios 9%

 


Isto leva a crer que perguntas globais sobre a genitália não refletem a soma das partes e que, detalhes e aspectos menores da aparência, que geram queixas específicas, poderiam ser mais facilmente corrigíveis.

Certamente, dentre as partes do corpo humano, é a genitália feminina que reúne a maior gama de elementos subjetivos e misteriosos sobre aparência, cheiro, gosto e funcionalidade.

 

Anatomia Normal. O que é considerado Normal?

A vulva é a parte externa da genitália, que inclui os grandes lábios, e que protegem o meato uretral e o introito vaginal (entrada da vagina). Enquanto os grandes lábios apresentam grande quantidade de tecido gorduroso, podendo “engordar”, os pequenos lábios apresentam um tipo de pele, rica em glândulas muito sensíveis aos hormônios (estrógenos e progestógenos) e, portanto, vulneráveis às alterações decorrentes da gravidez e do envelhecimento.

Alguns mitos, sem fundamento médico e, portanto, falsos, relacionam a frouxidão ou aumento dos pequenos lábios com masturbação, tipo de roupas íntimas utilizadas e prática de esportes.

Obviamente, a variação da genitália é enorme e diferentes tipos e formas de vulvas desenvolvem-se a partir das variações dos estímulos hormonais, que ocorrem enquanto a genitália se desenvolve, ainda no período intra-útero; e posteriormente na puberdade.

Uma das queixas mais frequentes entre as mulheres, em variadas faixas de idade, consiste na aparência dos pequenos lábios.

Os pequenos lábios são dobraduras de pele, ricas em glândulas sebáceas e pigmentos de melatonina; que por esta razão, pode ter seu relevo e cor, muito marcados. Embora os folhetos de pele devam ser delgados, algumas mulheres podem tê-los cheios de tecido gorduroso, distorcendo a anatomia delicada dos pequenos lábios.

Embora não haja uma linha que determine o limite do padrão normal, estudos de anatomia em mulheres, que faziam consultas ginecológicas de rotina, revelaram que a média do tamanho dos pequenos lábios é de 20 mm (Lloyd J et cols. Female genital appearance: ‘‘normality’’ unfolds. BJOG Int J Obstet Gynaecol 112:643, 2005).

Num outro estudo com mulheres que se apresentaram para consultas ginecológicas regulares os pequenos lábios eram rotineiramente medidos. Em 244 casos estudados a média “da aba” dos pequenos lábios foi de 15 mm. Dentre as que referiram não estarem satisfeitas com a aparência da genitália, 73% relataram que estavam insatisfeitas porque os pequenos lábios estavam aparentes e visíveis (Lykkebo AW et cols. Size of Labia Minora and Perception of Genital Appearance: A Cross-Sectional Study.J Lower Genital Tract Disease 21(3):198, 2017).

 


Muitos cirurgiões envolvidos com cirurgias da genitália feminina frequentemente associam técnicas cirúrgicas para a correção da genitália; pois a maioria das mulheres, também se queixam associadamente de frouxidão da vagina; e desejam melhorar a aparência e diminuir o canal vaginal.

Num estudo com 258 mulheres que procuraram a cirurgia, 76% delas também queriam melhorar algum outro aspecto mencionado – apertar ou melhorar a aparência do períneo; além de obviamente, o aspecto dos pequenos lábios (Goodman MP et al. A large multicenter outcome study of female genital plastic surgery. J Sex Med 7:1565, 2010).

Somente 5% das mulheres que seriam operadas, relataram que estavam assim fazendo a pedido de seus parceiros.

A grande maioria relatou que fazia para melhorar a sua vida sexual ou a aparência de suas genitálias por decisões próprias e razões pessoais.

 


Como os Homens avaliam a Vulva ou a Vagina?

Embora a Cirurgia Plástica Vaginal já seja uma realidade e um número maior de mulheres desejem fazê-la, há poucos estudos médicos que focam nas percepções masculinas da genitália feminina, isto é, como os homens avaliam a beleza genital feminina.

Um destes estudos feitos com 2.403 homens, dos quais 95% eram heterossexuais, e 68% casados; revelou que homens preferem lábios vaginais menores, ainda que 36% deles dissessem que não se importavam com a aparência (Mazloomdoost D et cols. Survey of male perceptions regarding the vulva. Am J Obst Gyn 212, 731, 2015).

Em outro estudo, feito pela Internet com 500 homens na Austrália, 45% deles declararam que preferiam a vagina/vulva totalmente sem pêlos, enquanto 24.9% disseram preferir os pêlos muito aparados. Somente 5% relataram a aparência natural com sendo a preferencial.

Quando os homens foram entrevistados especificamente sobre a aparência dos pequenos lábios; 45% relataram que preferiam lábios vaginais simétricos e “guardados”, os demais participantes da pesquisa não apontaram uma preferência.  Igualmente, 45% dos entrevistados relataram insatisfações com a cor e assimetria dos pequenos lábios vaginais.

No mesmo estudo, embora 75% dos homens tivessem respondido que estavam satisfeitos com a aparência da genitália de suas parceiras, 45% revelaram que tinham opiniões negativas ou preferências pessoais, que não eram as das suas parceiras, embora não considerassem externá-las.

Surpreendentemente, apenas 36% dos homens participantes da pesquisa, disseram que suas percepções sobre a normalidade da genitália feminina, assim com suas preferências, tinham vindo de material pornográfico; sendo que a maioria relatou que sua percepção de “adequado”, veio de imagens não pornográficas obtidas de revistas masculinas e femininas, que tratavam de moda, esportes e notícias em geral.

Assim, apesar de parecer intuitivo que as percepções masculinas sobre a genitália feminina, seria construída a partir de material pornográfico, os poucos estudos sobre o assunto foram incapazes de revelar uma relação entre uso de pornografia e a percepção masculina sobre a aparência ideal da vulva.

 

Nem todas as Cirurgias são Iguais

Embora possa parecer, a insatisfação com a aparência e a funcionalidade da genitália feminina não é a mesma para todas as mulheres.

Assim, cada cirurgia precisa ser planejada e individualizada, para atender às necessidades e expectativas de cada uma dessas mulheres.

A cirurgia Plástica Genital Feminina compreende uma série de diferentes técnicas cirúrgicas.

A diminuição dos pequenos lábios, que ficam aumentados após a gravidez, é o pedido mais comum. Entretanto, a homogeneização dos pequenos lábios vaginais também é um pedido frequente, quando há assimetria entre eles.

Além disto, a reconstituição do períneo e “adequação” do canal vaginal alargados após a gravidez ou partos vaginais, também constituem demandas importantes de mulheres que querem melhorar a funcionalidade e aparência de suas genitálias.

Raramente, os profissionais médicos dão a devida atenção à fisiopatologia do processo que resultou no desarranjo da genitália, como atestam vários estudos que pesquisaram se as mulheres eram ouvidas neste quesito durante uma consulta médica.

Fundamentalmente, a deformidade dos lábios vaginais (pequenos ou grandes lábios) pode ser o resultado do aumento da sensibilidade da região aos hormônios femininos, durante a puberdade, logo antes da 1° menstruação.

Esta diferença na resposta clínica do desenvolvimento dos pequenos lábios, pode fazer com que uma das ninfas (o pequeno lábio vaginal) desenvolva-se mais do que a contra-lateral, tornando-os assimétricos.

 

 


Da mesma forma, deformações dos lábios vaginais podem ser o resultado de alterações hormonais decorrentes da gravidez.

Nesta circunstância, a embebição gravídica, que amolece os tecidos perineais, preparando-os para a passagem da cabeça da criança pela vagina, afrouxa também o entrelaçamento das fibras de colágeno, deixando a aparência da vulva caída ou flácida.

Nesta situação, o exame físico é crucial, pois pode revelar a diferença entre flacidez da pele, a flacidez isolada da fáscia de Colles, da musculatura pélvica ou ser a combinação dos 3 elementos, o que implica na utilização de diferentes técnicas cirúrgicas para corrigi-las.

 

 


Mais frequentemente, as mulheres que procuram ajuda médica, fazem-no pela composição dos problemas que se acumularam com o desgaste do tecido, sua particular sensibilidade aos hormônios e pela distensão das fibras de colágeno, que se acelera com a gravidez. Assim, enquanto a parte cosmética externa mais facilmente chama a atenção das pacientes, um exame físico apropriado e minucioso, pode revelar uma queixa associada, que é flacidez ou distensão irreversível dos tecidos e dos músculos perineais, vulgarmente chamado pelas pacientes como sendo “vagina larga”.

Levando em conta que o procedimento anestésico-cirúrgico representa oportunidade única para a abordagem cirúrgica combinada dos problemas, este assunto deve ser trazido na discussão e planejamento do tratamento, combinando-se num mesmo procedimento cirúrgico a correção da aparência da genitália externa, com a correção do esgarçamento e frouxidão da musculatura perineal.

A técnica escolhida tem como objetivo primário corrigir imperfeições ou deformidades que fortaleçam a auto-estima da paciente.

A técnica empregada varia na forma como os lábios serão reparados.

Neste pormenor, as hipertrofias (crescimento) dos pequenos lábios podem variar e serem mais robustos na porção superior do que na inferior. O inverso também pode ocorrer.

 

 


Para corrigi-las, este detalhe precisa ser identificado e discutido antes da cirurgia, de modo a escolher a melhor técnica cirúrgica para o tratamento.

 

 


Umas das técnicas mais utilizadas cria uma cunha no centro dos lábios, que são subsequentemente ressuturados. Embora a técnica seja bastante utilizada, máxima atenção deve ser dada à visualização dos vasos sanguíneos que irrigam a região, pois se os tecidos tiverem irrigação sanguínea comprometida, uma deiscência pode acontecer.

 

 


Por fim, há pacientes que desejam manter a coloração e o aspecto das bordas dos pequenos lábios, embora queiram se livrar das deformidades e imperfeições. Nestes casos, deve-se optar pela técnica de fenestração de rejuvenescimento.

 


 

Tipos de Cirurgias para a Genitália Feminina

 As mulheres que procuram auxílio para corrigirem imperfeições de suas genitálias, podem fazê-lo por diferentes motivos.

Sob o nome da Cirurgia Plástica da Vulva, há diferentes cirurgias, que corrigem diferentes problemas.

Algumas delas envolvem:

  • Diminuição dos pequenos lábios,
  • Diminuição dos grandes lábios,
  • Redução do capuz sobre o clítoris,
  • Plástica do hímen,
  • Rejuvenescimento do períneo e plástica da vagina.

Muitas pacientes apresentam diferentes combinações de problemas, requerendo que o cirurgião utilize e ajuste o arsenal de soluções para as imperfeições.

Enquanto a maioria das pacientes procura a cirurgia de suas genitálias para melhorar aspectos estéticos, uma parcela cada vez maior, ciente da possibilidade de melhora, pretende melhorar aspectos da relação sexual para si ou para seus parceiros, com rejuvenescimento da genitália ou do intróito vaginal, sobretudo após uma ou mais gravidezes.

Em estudo recente, foi surpreendente verificar que embora 97% das pacientes relatassem estar muito satisfeitas com o resultado da cirurgia, a aplicação de questionários médicos específicos revelou um nível de satisfação maior, naquelas que procuraram a cirurgia, para melhorarem sua vida sexual (Desai AS, Dixit VV.Audit of Female Genital Aesthetic Surgery: Changing Trends in India. J Obst Gyn India 68:214, 2018).

 


 

Resultados verificados pelas Pacientes após as Cirurgias

Alguns estudos médicos debruçaram-se sobre os resultados clínicos referidos pelas pacientes após a cirurgia de correção, a fim de medir a satisfação com o resultado.

Num estudo multicêntrico com 258 pacientes operadas, 92% referiram ótimos resultados (Goodman MP et cols. A large multicenter outcome study of female genital plastic surgery. J Sex Med 7:1565, 2010). Gress também estudou o grau de satisfação das pacientes após a cirurgia, relatando que 90,1% estavam muito satisfeitas com o resultado clínico final.

Outro estudo comparou os resultados referidos por 124 mulheres. Após 6 meses verificou que 98.4% das pacientes operadas relataram estarem plenamente satisfeitas com as cirurgias realizadas para embelezamento da genitália. Nesta série, 22 pacientes também realizaram “aperto” da vagina. Os autores do estudo se surpreenderam ao constatarem que 100% das mulheres que também realizaram o “aperto” vaginal, relataram estar satisfeitas (68%) ou muito satisfeitas com (32%) com o resultado funcional, além do aspecto cosmético (Cihantimur B, Herold C. Genital Beautification: A Concept That Offers More Than Reduction of the Labia Minora. Aesth Plast Surg 37:1128, 2013).

 

Motivos para Realizar Cirurgia Genital Feminina

O aumento da procura pela Cirurgia Vaginal, que corrija imperfeições ou melhore a aparência da vulva, tem crescido em paralelo com a maior expectativa de vida da população e pela busca da melhora na qualidade de vida, com grande destaque para a sexualidade.

Com isto em mente, determinar se os pequenos lábios vaginais estão aumentados ou desproporcionais à genitália, põe em perspectiva, a ideia de beleza, e que é particular para cada mulher.

As mulheres procuram aconselhamento médico para correção da aparência de suas genitálias, por diferentes razões; e podem muitas vezes, ser origem de críticas.

A compreensão dos motivos alheios, que justificam a cirurgia, não devem ser desprezados e nem criticados, pois muitas vezes; a percepção do problema pode ser a causa de grande desconforto – difícil de ser medido; e a origem das dificuldades no ajuste ou identificação sexuais.

Ainda que haja setores que se posicionem com grande oposição sobre a indicação da cirurgia, e a orientação medica e a decisão conjunta e realista entre medico e paciente, que determinara o melhor tratamento medico para o problema (Sorice SC et cols. Why women request labiaplasty. Plastic and Reconstructive Surgery 139: 856,2017).

Poucos estudos debruçaram-se sobre as razões pelas quais as mulheres procuraram corrigir suas genitálias.

Não é infrequente que, muitas tenham mais de 1 motivo para realizarem a cirurgia (Bramwell R, Morland C, Garden AS. Expectations and experience of labial reduction: A qualitative study. BJOG 114:1493, 2007). Ainda assim, as estimativas podem estar distorcidas, já que em diferentes países ou em diferentes sistemas de saúde, a paciente só poderá realizar a cirurgia, se for por razões funcionais, não havendo cobertura ou autorizações cirúrgicas, se o motivo para a cirurgia for somente para corrigir a aparência (Gimlin D. Accounting for cosmetic surgery in the USA and Great Britain: A cross-cultural analysis of women’s narratives. Body Soc 31:41,2007).

Dentre as razões para se realizar a cirurgia despontam as irritações ou desconfortos causados pela roupa íntima, que comprimem os pequenos lábios, quando estes ficam expostos para além dos limites dos grandes lábios.

Enquanto a irritação pela roupa é uma reclamação comum; a dor também pode ocorrer, pois os lábios salientes podem dificultar as relações sexuais, ao serem empurrados para dentro durante a penetração.

Não obstante as queixas acima; na maioria das vezes, é o aspecto estético que comanda as razões para a realização da cirurgia genital.

Vários estudos demonstram que 80% das mulheres que realizam a cirurgia, fazem-no para melhorar o aspecto visual e cosmético da região.

Dentre as causas, que justificam a cirurgia genital, o emagrecimento excessivo e os partos vaginais compõem as causas da deformação dos lábios ou da vagina, mas corrimentos recorrentes e infecções crônicas, também podem ser motivos para a realização da cirurgia.

Numa recente pesquisa feita com mulheres jovens – média de 33 anos; metade das que procuraram a cirurgia, tinham tido partos naturais; e 53% queixavam-se de lábios caídos ou alongados.

Foi surpreendente observar que, dentre as razoes para que elas fizesse a cirurgia estavam também presente, em metade delas, a dificuldade na penetração vaginal, o excesso dos pequenos lábios e o constrangimento para usar roupas justas.

Adicionalmente, 40% relataram que se sentiam inseguras ou desconfortáveis para usarem roupas de ginastica, e que corriam o risco de terem os laios expostos, se usassem biquínis.

A totalidade das mulheres sentia-se menos atraente e com expressivo impacto na autoconfiança.

Neste mesmo estudo, não se encontrou diferenças entre as razoes que motivaram as mulheres mais jovens (com menos de 24 anos) a fazerem a cirurgia, quando comparadas as mulheres mais velhas (com mais de 24 anos). O mesmo foi observado para a nacionalidade, isto e, as razoes que levram mulheres americanas a realizarem a cirurgia, não eram diferentes das mulheres inglesas ou alemãs (Zweir S. What motivates Her. Motivatios for considering labial reductions durgery as recounted on women’s outline communities and surgeons’ websites. Sex Med 2: 16 , 2014).

Verificou-se 3 principais razoes para que as mulheres procurassem auxilio medico para realizarem a cirurgia;

1-                Sofrimento físico,

2-                Melhora na aparência estética, e;

3-                Sofrimento psicológico.

 

Motivos relatado para a procura de Cirurgia para redução dos Pequenos Lábios Vaginais

Desconforto Emocional 71%
Para melhorar a auto percepção emocional 33%
Desconforto Funcional
Na Área genital 27%
Durante as Relações Sexuais 21%
Nos exercícios físicos em academias (bicicleta, danças, etc.)  21%
Para melhorar o aspecto funcional (melhorar a higiene, diminuir a fricção genital) 8%

 

 

Embora Alter (Alter GJ. Aesthetic labia minora and clitoral hood reduction using extended central wedge resection. Plast Reconstr Surg 122:1780, 2008) tenha relatado que somente 13% de suas pacientes procuraram-no para fazer a cirurgia por razões exclusivamente emocionais, outros autores reportaram índices de 70 a 100% (Goodman MP et cols.  A large multicenter outcome study of female genital plastic surgery. J Sex Med 7:165, 2010).

Num estudo ímpar, com 131 casos; Miklos & Moore relataram que 37% das mulheres que procuraram sua clínica, fizeram a cirurgia por motivo exclusivamente estético, enquanto 32% procuraram por problemas funcionais e 31% apresentavam ambos os problemas (Miklos JR, Moore RD. Labiaplasty of the labia minora: patient’s indications for pursuing surgery. J Sex Med 5:1492,2008); reforçando a impressão de que as razões pelas quais as mulheres procuram realizar a cirurgia são variadas e varia com a população estudada.

As diferenças observadas nos estudos podem estar relacionadas a diversos motivos.

Um deles seria a vergonha que as pacientes sentem nas consultas médicas ao relatarem o problema; uma vez que, em fóruns da Internet, que tratam do assunto, um número muito maior de mulheres expressam preocupação com o aspecto emocional (sentir-se bem consigo mesma) do que com a aparência da genitália, revelando o lado subjetivo do problema.

Ainda assim, vários estudos revelam que mais da metade das pacientes relatam também problemas funcionais, tais como desconfortos com roupas ou durante o ato sexual (Rouzier R et cols. Hypertrophy of labia minora: Experience with 163 reductions. Am J Obstet Gynecol 182:35,2000).

 

Complicações da Cirurgia

 Embora segura e com resultados extraordinariamente satisfatórios a Cirurgia Plástica Vaginal ou de Rejuvenescimento Genital, como em qualquer cirurgia, pode ter complicações.

A técnica cirúrgica empregada parece ser determinante no índice de problemas.

Numa série com 450 casos, 4% dos casos apresentaram complicações; e 94% destas complicações ocorreram quando a técnica “de cunha” foi usada.

Surpreendentemente, o peso das pacientes (IMC) e a idade não foram determinantes na ocorrência das complicações. Somente o tabagismo mostrou-se como fator de maior risco de complicações (Goltsman D, Munabi NC, Ascherman JA. The association between smoking and plastic surgery outcomes in 40,465 patients: an analysis of the American College of Surgeons National Surgical Quality Improvement Program Data Sets. Plast Reconstr Surg 139: 503, 2017).

Dentre as razões para as complicações incluem também a variada anatomia dos vasos sanguíneos dos pequenos lábios.

Como os pequenos lábios correspondem embriologicamente à bolsa escrotal do homem, a vascularização da pele varia consideravelmente.

Cabe mencionar que algumas pacientes precisaram ser re-operadas e  dentre as razões que levaram a uma nova cirurgia – cerca de 3,5% dos casos; estavam a ressecção econômica dos lábios e a cobertura do clitóris (Lista F et cols. The safety of aesthetic labiaplasty: a plastic surgery experience. Aesthet Surg J 35:689, 2015).

Outro aspecto relevante da cirurgia dispõe sobre a perda da sensibilidade da vagina, mas este detalhe foi amplamente estudado por Kelishadi em cadáveres; e o autor verificou que a perda da sensibilidade não deve ser um fator limitante na decisão de fazer se fazer ou não a cirurgia, pois a plástica vaginal raramente leva à perda da sensibilidade tátil ou sensitiva dos lábios (Kelishadi SS et cols. The safe labiaplasty: a study of nerve density in labia minora and its implications. Aesthet Surg J 36:705, 2016).

 

Rejuvenescimento dos Grandes Lábios

Os grandes lábios vaginais são a parte visível mais externa da genitália feminina, cobrindo completamente o introito vaginal.

Algumas mulheres podem apresentar um acúmulo excessivo de gordura nos grandes lábios, dano a aparência de um “puff” e sendo francamente visível e constrangedor.

Infelizmente, esta gordura é muito resistente a dietas e regimes de emagrecimento, e não desaparece ou diminui facilmente.

Alterações decorrentes da gravidez, com acúmulo adicional de gordura nos grandes lábios, resultam em expansão dos lóbulos gordurosos, que distorcem o tecido de maneira permanente, deixando-o com a aparência de “bochechas de Bulldog” ou pior; com ondulações e irregularidades, decorrentes da disposição não homogênea dos lóbulos de gorduras – bolas de gordura de tamanho diferentes.

 


 

A correção da aparência, não envolve a retirada dos bolsões de gordura – que podem deixar os grandes lábios vazios. Frequentemente, o defeito está no esgarçamento da fáscia de Colles – uma fina lâmina de tecido fibroso, que dá o formato característico e individual dos grandes lábios, e que com a gravidez ou envelhecimento, esgarça-se, permitindo que os bolsões de gordura deformem a pele que os cobre.

 


 

Prepúcio do Clitóris ou Capuz Clitoriano

Embora possa parecer estranho; do ponto de vista embriológico, o desenvolvimento da genitália feminina, é bastante semelhante ao masculino.

Embora diferentes, há uma correspondência entre os órgãos no homem e sua correspondência na mulher.

Na mulher, o clitóris corresponde à glande masculina.

Desta maneira, à semelhança do que acontece com o homem, algumas mulheres podem apresentar um prepúcio ou “capuz” mais desenvolvidos, que cobre o clítoris.

Por causa disto, pode haver uma diminuição da sensibilidade e da intensidade do orgasmo.

Basicamente, o clitóris pode estar coberto em 3 situações distintas:

  • o clitóris está escondido porque um capuz de pele o cobre;
  • o clitóris estaria escondido, porque uma das abas de pele está hipertrofiada e o cobre; ou
  • existe uma gordura debaixo da pele que o afunda, diminuindo sua exposição à estimulação.

 

 


Algumas mulheres podem se beneficiar da retirada da pele que cobre o clitóris.

Descrito pela primeira vez em 1975, a técnica cirúrgica que descobre o clitóris facilita sua estimulação sensorial.

Descobrir o clitóris pode ser uma necessidade para algumas mulheres que apresentam um capuz muito redundante, ou em que, o clitóris passou a ser coberto devido à “flacidez” da pele gerada pela gravidez, sobretudo após o parto vaginal.

Algumas raras mulheres podem adquirir um “capuz de pele”, que cobre o clitóris, como resultado secundário, e indesejável, de uma cirurgia plástica vaginal anterior, pois o ajuste dos lábios pode tracionar a pele do “capuz” para baixo, cobrindo ainda mais o clitóris.

 


 

Perda de Sensibilidade – Cuidados com a Inervação

Como a maioria das técnicas utilizadas para a redução dos pequenos lábios, há uma preocupação com a anatomia nervosa desta região, e a possibilidade de perda da sensibilidade numa área crítica para o orgasmo.

Embora haja casos relatados de forma precária na literatura médica; contradizendo o alto índice de satisfação cosmético e funcional, os estudos da inervação dos pequenos lábios mostram que a densidade de nervos no clitóris varia de mulher para mulher; e que embora possa haver uma diminuição da quantidade de nervos com a idade, parece que o fator que mais promoveria atrofia neuronal e perda da sensibilidade, seria o parto vaginal; sobretudo naqueles casos em que o trabalho de parto foi longo ou houve necessidade de episiotomia (Kelishadi SS et cols. The Safe Labiaplasty: A Study of Nerve Density in Labia Minora and Its Implications Aesth Surg Journal 36: 705, 2016).

 

Aspectos Psicológicos e Resultados após a Cirurgia

Um dos aspectos muito debatidos sobre o tema da Cirurgia Íntima ou de Rejuvenescimento Vaginal, diz respeito aos resultados.

Quando nos referimos a resultados, obviamente o resultado pode ser observado, a partir da perspectiva subjetiva do paciente – se o grau de expectativa foi atendido; e sob o prisma psicológico – onde o impacto da simples mudança, altera as perspectivas da expectativa.

Neste contexto, um estudo multicêntrico com 177 mulheres demonstrou que 97% delas estavam satisfeitas ou muito satisfeitas com os resultados obtidos após a cirurgia (Goodman MP et cols. A large multicenter outcome study of female genital plastic surgery. J Sex Med. 7:1565, 2010).

Um estudo americano, mais antigo, revelou que 96% das pacientes estavam contentes e felizes com os resultados, (Rouzier R et cols. Hypertrophy of labia minora: Experience with 163 reductions.  Am J Obstet Gynecol 182:35, 2000) enquanto uma série alemã, com 812 mulheres operadas, relatou que 90% delas tinham diminuído o estresse psicológico e sua insegurança para suas vidas sexuais (Gress S. Composite reduction labiaplasty. Aesthetic Plast Surg 37:674, 2013).

Ainda que diferentes motivos possam levar uma mulher a procurar tratamento cirúrgico para sua genitália, a grande maioria o faz devido à assimetria ou excesso dos pequenos lábios.

A influência dos meios de comunicação, comentários diminutivos e experiências sexuais criticadas também podem determinar e influenciar o desejo de correção de uma cirurgia estética genital.

Num dos poucos estudos sobre o impacto psicológico observado em mulheres que se submeteram à cirurgia, observou-se – através de questionários médicos; que a cirurgia traz grande impacto positivo na percepção da genitália, autoestima e melhora da confiança.

 

Resultado do Impacto Psicológico da Correção Cirúrgica da Genitália Feminina na Esfera Sexual 

Escala Antes a Cirurgia Depois da Cirurgia
Problemas com a aparência da genitália mínimo: 0 – máximo: 33 22,8 5,6
Satisfação sexual mínimo: 1 – máximo: 7 4,5 5,4
Satisfação psicológica mínimo: 1 – máximo: 5 3,1 3,8

(Adapatado de Sharp G et cols. A Retrospective Study of the Psychological Outcomes of Labiaplasty. Aest Surg J 37(3): 324, 2017)

 

 

mic Patologias

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